quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Sou caçula e não sou o querido!

Em casa são 4 irmãos, comigo: Lenilton (32), Algusto (30), Carlos (28) e Eu (2...).

Lenilton - Mora com os avos paternos desde os 7 anos de idade. O inteligente, educado, gentil, branco e bonito. Seus avós tem um Ap próprio, onde ele vai erdar tudo. Vive super bem. Diz que só vai constituir uma família quando tiver sua própria condição financeira. (passou 4 anos com uma mulher que faz direito e engravidou agora uma pobre coitada).

Algusto - Mora com sua atual mulher. Bebarrão, mulherengo, metido a comediante. Já foi muito bonito e hoje está gordo. Ele é o único que é irmão do Lenilton por parte de pai e mãe. Tem 4 filhos, todos com mulheres diferentes. Não liga pra nenhum e tem sorte por nenhuma ex-mulher, ainda ter processado. (Só está durando com atual, porquê ela ainda não engravidou!).
Carlos - Vive com nossa mãe. Drogado, vagabundo e ladrão. É loiro, olhos verdes e bonito-estragado. Teve 2 filhos (que moram com nossa mãe) com uma vagabunda. Seu esporte favorito é roubar as coisas de casa. Quando tá drogado, não reconhece ninguém e mata pobres animais indefesos. Seu pai já faleceu. (Por incrivel que pareça, o mais querido! Pra mim, a ovelha negra da família).
Eu (Wendhel) - Vivo mundo afora. Sempre estou na casa de amigos. Adoro beber, fazer amizades, beijar e festas. Moreno pardo, olhos castanhos, meio atrativo. Diz uma menina por ai que tem uma filha minha (nunca provado). Sempre fui o faz-de-tudo da família. Nunca conheci meu pai e sou super emotivo. (acumulo traumas).
*Como viram, eu sou o caçula. Minha mãe teve dois filhos com seu primeiro e único marido. Depois mais um, com um grande amor (que faleceu). E por último... eu! Com um cara que ela conheceu em São Paulo, numa visita para alguns parentes.
Seu maior sonho era ter uma menina. Ela depois de ter tido três filhos, não queria mais, porém acabou engravidando. Ela até quis tirar, só que pensou que poderia ser sua grande chance... a de ter atal filha mulher (que ironia do destino?!).
Sua decepção foi tamanha, que na maternidade ela me deixou, a merce de quem me quizesse.
Minha avó foi na maternidade e me pegou. Com 5 anos de idade, minha mãe foi morar com um novo namorado. Então ela foi oubrigada a me levar. E aos 10 anos ela construiu sua casa, em cima da casa de minha vó (nossa casa atual).
Nunca nus damos bem. E não pelo o fato de saber que sou gay, pois ela aceita numa boa (apezar de depois que ela soube, nunca mais me abraçou) e sempre tratou todos meus amigos gay´s super bem. Até chega a ser amiga intima de alguns.
O fato de agente se bater tanto de frente, talvez se der por conta, de eu nunca concordar com suas atitudes.
Minha mãe é aquela pessoa que nunca foi do tipo muito feliz. Vive jogando a culpa de sua infelicidade em cima de todo mundo (quando não é em mim, é claro!).
Briga com todo mundo, fala mal dos vizinhos e fica feliz quando na casa de alguém acontece algo ruim, só para provar que não é só em sua casa, que tem barraco por causa de um filho envergonhoso. E sempre quando brigo com ela por causa de alguma confussão que ela cria, ela me diz que eu sou sempre contra ela.
- Gente, não é que sou contra. Ela simplesmente não vê que seu maior problema é sua língua, suas pragas.
Eu era o filho dela que nunca dava grandes problemas; nunca alterava a voz; nunca reclamava de nada; nunca questionava pelo os outros ter o que eu não tinha, ou ganhar o que eu não ganhava; nunca deixava de fazer o que ela ordenava; ajudava em casa com os afazeres domesticos; dava orgulho por ser sempre educado na frente dos outros e tirar boas notas na escola; abria mão de sair com meus amigos pra cuidar dela, quando estava doente; era o único que fazia cartões artesanais no dia das mães; fazia questão de estar dentro de casa nas crises do meu irmão, por mais que eu fosse o alvo... Eu simplesmente não sei... não sei qual o problema. Não sei como agradâ-la!
A pessoa que eu mais amo e choro, só em pensar em perdê-la; é a minha avó. Ela sempre me deu todo o apoio e carinho que precisei. Sem ela não seria nada. Mas a verdade que de alguma forma a minha mãe... Eu digo que não me importo, mais já deixei tantas coisas pra trás, por sua causa... Ela não é importante pra mim. Mas porquê será que eu me importo tanto? Pq tento e quero agradâ-la?
Eu poderia ter seguido enfrente e ter tentado construir uma vida ou algo melhor, ao invés de só esperar... Mais esperar o quê? O seu amor estar a venda!
Ela já fez algo comigo, que nem sei se conseguiria contar a...
- Me desculpem, mais eu termino por aqui?
Acabei me emocionando e perdendo o fio da ameada. Levei por um caminho, que não queria chegar. Estou meio confusso... espero que entendão!
- Mãe, me desculpe por não ser quem a senhora queria que eu fosse. Ma-ma-mais... eu te amo!
Espero que um dia, quando eu não mais ixistir, a senhora saiba disso!.

4 comentários:

Adler Lima disse...

Mais um post deprê muie!
Acorda minina!

Adler Lima disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
JOÃO disse...

nao tem do que pedir desculpas...
um blog (assim como a vida) não é só de festas e alegrias, nao temos obrigação de agradar ninguem, muito menos num blog
apenas de compartilhar emoções

algumas pessoas nao nos dão reconhecimento, ter um pouco de paciencia com a historia de vida dela (odeio meu pai)

levar a vida em frente, pra nao repetir historias...

vc pode ter uma filha? como assim?
merece um post... rsrs

abs

Anônimo disse...

bom comeco